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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os 12 heróis: conheça cada um dos campeões mundiais

Elenco jovem chegou desacreditado à Turquia, mas superou as expectativas e passou por nove rivais a caminho de um título que não vinha há 16 anos

Por GLOBOESPORTE.COM
Jogadores Comemoram EUA Mundial de basquete
Eles chegaram à Turquia com um grupo praticamente desconhecido do público. Nada de Kobe Bryant, LeBron James ou Dwyane Wade. Os astros do ouro olímpico em Pequim disseram "não", e o técnico Mike Krzyzewski foi obrigado a levar para o Mundial um grupo renovado. Mas a garotada correspondeu e conquistou o ouro ao bater os turcos na final de domingo. Agora são todos heróis. Conheça, abaixo, o valor de cada um dos 12 integrantes do elenco campeão mundial.
Durant, EUA. Mundial de Basquete
KEVIN DURANT
Ala, Oklahoma City Thunder
Médias: 22,8 pontos, 6,1 rebotes
Além de cestinha, o ala foi o líder mental dos EUA. Ditou o ritmo dos jogos e vestiu, sem pensar duas vezes, a fantasia de craque do elenco. Aos 21 anos, mostrou maturidade para levar o time ao título e apareceu para o mundo como um dos novos astros do basquete.
Chauncey Billups Basquete EUA
CHAUNCEY BILLUPS
Ala-armador, Denver Nuggets
Médias: 9,8 pontos, 3,1 assistências
Foi o vovô da campanha. A poucos dias de completar 34 anos, o armador era o ponto de experiência num time jovem e cheio de nomes desconhecidos. Mais que isso: concordou em jogar na posição de ala-armador e foi crucial em momentos importantes do campeonato.
Derrick Rose na partida do EUA contra a Irã no Mundial de basquete na Turquia
DERRICK ROSE
Armador, Chicago Bulls
Médias: 7,2 pontos, 3,2 assistências
Rose foi o armador titular da equipe ao longo da campanha, mas muita gente não imaginava que isso fosse acontecer. Antes do Mundial, a expectativa era de que Billups assumisse esta função. Rajon Rondo, candidato forte, acabou cortado. E o jovem atleta dos Bulls se deu bem.
AndreI Guodala Basquete EUA
ANDRE IGUODALA
Ala, Philadelphia 76ers
Médias: 5,7 pontos, 4,6 rebotes
Foi um dos motores defensivos dos EUA. O ala atlético dos Sixers mostrou um preparo físico invejável e conquistou a confiança de Coah K. O destaque maior foi na semifinal contra a Lituânia, quando roubou quatro bolas. Ali, subiu um bocado no conceito do treinador.
lamar Odom Basquete EUA
LAMAR ODOM
Ala-pivô, Los Angeles Lakers
Médias: 7,1 pontos, 7.7 rebotes
Campeão da NBA com o Los Angeles Lakers, Odom acabou sendo transformado no pivô da seleção americana. Sem boas opções para o garrafão, o treinador fez o ala jogar mais perto da cesta. Com isso, manteve uma escalação leve e surpreendeu os rivais na Turquia.
Russel Westbrook comemora vitória dos Estados Unidos no mundial de basquete
RUSSELL WESTBROOK
Armador, Oklahoma City Thunder
Médias: 9,1 pontos, 2,8 rebotes
O “baixinho” Westbrook, de 1,91m, não é apenas o companheiro de time de Durant. Habilidoso com a bola na mão e agressivo a caminho da cesta, o armador foi um dos reservas mais participativos da equipe na campanha. Incomodou muito os rivais.
Eric Gordon Basquete EUA
ERIC GORDON
Ala-armador, Los Angeles Clippers
Médias: 8,6 pontos, 1,6 rebote
Muita gente achava que ele sequer iria para o Mundial. Com o corte de Rondo, Gordon abraçou a chance e cumpriu um bom papel nos jogos contra equipes mais fracas, como Angola e Tunísia. Na defesa, também deu a sua cota de contribuição para o time.
kevin Love Basquete EUA
KEVIN LOVE
Pivô, Minnesota Timberwolves
Médias: 5,7 pontos, 4,9 rebotes
No início da campanha, Love era tratado como um peso morto no elenco. Às vezes meio desajeitado, não parecia capaz de jogar mais do que cinco minutos. Pois jogou, e acabou sendo importante nos momentos em que o treinador precisou adicionar peso ao garrafão.
Rudy Gay EUA x França basquete
RUDY GAY
Ala, Memphis Grizzlies
Médias: 7,0 pontos, 2,9 rebotes
Presença sólida no período de amistosos, Gay prometia boas atuações no Mundial. Não foi tudo o que se esperava, mas ainda assim deu ao técnico Krzyzewski uma opção atlética saindo do banco. Nas quartas, na semi e na final, apareceu menos do que o esperado.
Danny Granger Basquete EUA
DANNY GRANGER
Ala, Indiana Pacers
Médias: 4,1 pontos, 1 assistência
A verdade é que a passagem de Granger pelo Mundial da Turquia quase não foi percebida pelo público. Jogou pouco e, contra o Brasil, nem entrou. Ficou mais famoso pela frase infeliz no twitter: ‘Os europeus não usam desodorante e fedem como burros mortos”.
Stephen Curry Basquete EUA
STEPHEN CURRY
Armador, Golden State Warriors
Médias: 4,6 pontos, 2,1 assistências
Quarta opção da comissão técnica para a armação, Curry não chegou a brilhar neste Mundial. Entrava só para manter a rotação frenética de Krzyzewski e dar descanso aos titulares. Ao menos não comprometeu e vai voltar para casa com o ouro no peito.
Tyson Chandler Basquete EUA
TYSON CHANDLER
Pivô, Dallas Mavericks
Médias: 2,6 pontos, 2,7 rebotes
Era a única opção de garrafão para Coach K, mas o técnico não demonstrou um pingo de confiança no grandalhão. Só jogou acima de 10 minutos na estreia ou contra seleções bem mais fracas. Na semifinal e na decisão, somadas, atuou por apenas quatro minutos.

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Durant bate records e ganha elogios, mas se inspira em Kobe para melhorar




Técnicos, jogadores, jornalistas, ex-jogadores e público renderam-se a um jogador de 21 anos no Mundial de basquete. Elogios como “imarcável”, “imparável” e “de outro planeta” foram comuns. Cestinha da última temporada da NBA com 30,1 pontos por jogo, Kevin Durant liderou os EUA à medalha de ouro, foi eleito o melhor jogador e estabeleceu uma série de recordes. Para ele, é pouco.

O MUNDIAL DE KEVIN DURANT

  • AP
    Na sua estreia, Kevin Durant foi discreto. Fez 14 pontos e pegou 8 rebotes na vitória sobre a Croácia
  • AP
    Na vitória sobre a Eslovênia, o 1º grande jogo, com 22 pontos e mais 4 assistências e 4 roubos
  • EFE
    Contra o Brasil, susto para os EUA, mas Durant foi chave, marcando 27 pontos, além de 10 rebotes
“Tenho muito a melhorar ainda para ser o jogador que eu quero ser”, disse Durant. “Jogar de costas para a cesta, bater bola melhor, rebote, defesa, há muito trabalho a fazer em todas as áreas do meu jogo. Por isso que todos os dias eu acordo de manhã e vou ao ginásio para melhorar”.
A julgar pelo que é dito sobre Durant, 1) ele realmente acha que tem de melhorar; 2) vai mesmo treinar muito para chegar aonde quer. “Não há nenhum garoto no mundo que goste tanto de jogar basquete quanto ele”, afirma o técnico Mike Krzyzewski. “Ele não sabe parar. Todos que estão na NBA amam jogar basquete, mas eu nunca vi ninguém gostar tanto quanto ele”, disse DJ Augustin, companheiro de equipe de Durant no time do Texas e hoje jogador de NBA, ao repórter Sean Sweeney.
No início da preparação americana, Durant disse à ESPN que a convivência com Kobe Bryant, nos treinos para a Olimpíada de 2008, serviu para motivá-lo. Ele contou que, em um dia de folga, os técnicos colocaram um ônibus e o ginásio à disposição dos jogadores que quisessem treinar arremessos. Durant e Jeff Green, seu companheiro de Oklahoma City Thunder, resolveram ir. Quando chegaram ao ônibus, encontraram apenas Kobe.
“Era o único cara no ônibus, e aquilo foi muito significativo para mim. É o melhor jogador do mundo, e está sempre querendo melhorar. Isso me motivou”, disse Durant. “Ele foi por conta própria, fez um monte de arremessos e quando terminou você podia ver que estava melhor do que quando começou. Foi uma grande inspiração para mim”.
Inspiração em outros jogadores, para Durant, não se resume a atitudes. Quando menor, ele buscava incorporar características de craques ao seu repertório. Em entrevista à revista World Hoops, Durant admitiu que brincava com os amigos e, a cada dia, eles tentavam encarnar um jogador diferente. “Eu assistia a fitas de jogadores como Michael Jordan ou Vince Carter e tentava imitar seus movimentos. Eu tentava tirar algo de cada jogador. Acho que isso me ajudou”.
Na Turquia, Durant bateu o recorde de pontos total de um jogador dos EUA em um Mundial. Contra a Lituânia, seus 38 pontos estabeleceram um novo recorde americano de pontos em um só jogo no torneio. As sete bolas de três que “matou” contra a Turquia igualam um recorde absoluto em uma só partida de Mundial.
Suas atuações conquistaram fãs como o brasileiro Oscar. “O basquete dele é muito simples. Está lá para fazer cesta e acha o jeito mais fácil pra isso. Não enrola muito”, diz Oscar. “Durant é de outro planeta”, postou o pivô esloveno Primoz Brezec em seu twitter durante o primeiro tempo do jogo entre EUA e Turquia. “É difícil parar Durant no um contra um. Hoje, particularmente, ele estava imarcável”, disse o técnico da Lituânia, Kestutis Kemzura. “Ninguém pode realmente pará-lo. Ninguém”, diz o companheiro de equipe Eric Gordon.
O secretário-geral da Fiba, Patrick Baumann, também mostrou-se impressionado “O que ele está fazendo aqui é inacreditável. Ele faz as coisas parecerem fáceis. E tem 21 anos”, afirma. “Ele elevou seu jogo para esta competição. Ele já estava em um nível muito alto e conseguiu elevá-lo”, elogia o técnico Mike Krzyzewski.
Se provavelmente o desempenho no Mundial aumenta o tamanho da popularidade de Durant, ele parece indiferente. “Eu só queria vir aqui e vencer. Sabia que ia ser difícil. Para mim não tinha nada de marketing global nem nada, eu só queria melhorar. E meu time me ajudou em cada treinamento me incentivando para melhorar. Agora estou muito feliz”, disse, medalha de ouro no peito, em entrevista à imprensa.
Para Krzyzewski, palavras sinceras. “O que eu mais gosto nesse menino é que ele é puro”, disse na mesma entrevista, após Durant ter se retirado ao vestiário. “Ele não tenta nada a não ser jogar basquete e melhorar. Ele aprendeu em cinco semanas a ser um melhor jogador internacional. E isso vai ajudá-lo na NBA. Ele é um cara especial. E certamente é um jogador especial”.


Fonte: uol basquete
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Mundial - O décimo quarto dia: a prova definitiva (prof. Paulo Murilo)


Peço licença ao brilhante Professor, Mestre e claro Técnico Paulo Murilo Iracema, para dividir com vocês um texto impar. Trata-se da avaliação final do MUNDIAL DE BASQUETE DA TURQUIA tão comentado e citado em nosso blog...
Vale a pena a leitura e tenho certeza que nos fará refletir um pouco mais sobre o basquete...


Numa entrevista reportada pelo jornalista Murilo Garavello, no site UOL Esporte de 12/9/2010, em Instambul, o técnico campeão mundial Mike Krzyzewski, o coach K, afirmou:

“Me tornei um técnico muito melhor depois que comecei a aprender com grandes técnicos que há no basquete internacional. Com os grandes jogadores, com as grandes equipes. O mundo é grande demais, há muitas pessoas boas”.

E para este campeonato mundial, que acabou de vencer, o que realmente o coach K aprendeu, a fim de levar sua jovem equipe ao lugar mais alto do pódio?

Antes de aprender algo, descobriu admirado que existia vida basquetebolistica além das fronteiras de seu país, e que a diferença das regras alteravam em muito as concepções do jogo, o que explicava a perda da hegemonia americana no cenário mundial, sem nunca ter perdido sua grandeza no cenário interno de sua grande nação.

Também descobriu que a modalidade de jogo praticada na NBA em nada se parecia com a praticada na FIBA, ou seja, pelo restante do mundo, e que tal diferenciação colocava em perda acentuada o prestigio e a liderança americana no jogo que inventaram e difundiram mundo afora.

Foi sensível ao fato de que jogadores estelares da NBA, face a extenuante rotina de seus campeonatos e contratos milionários, que a maioria deles se sentiam na obrigatoriedade de priorizar, estava limitando em muito a constituição de equipes de qualidade para os enfrentamentos internacionais, em mundiais, pré olímpicos e olimpíadas, com um mínimo de treinamento e preparação para aquelas competições, e que urgia um planejamento razoável a fim de que o país pudesse ser representado com uma boa margem de sucesso nas mesmas.

O comprometimento dos jogadores à causa da representatividade condigna aos princípios qualitativos da tradição do basquete americano, passou a ser a senha de todo o trabalho, que se iniciou na olimpíada de Pequim, e se viu confirmado no mundial ontem encerrado, e que terá continuidade para a olimpíada de Londres.

No entanto, algo ocorreu ao coach K que consubstanciou todo o seu trabalho, principalmente para este mundial, a ausência dos grandes astros, principalmente os grandes pivôs. E neste estágio de seu conhecimento sobre o basquete internacional, que confessa ter descoberto através os grandes técnicos e equipes de outros países, principalmente os europeus, é que formulou uma estratégia técnico tática antítese do que desde sempre floresceu em seu próprio país, e sendo implantado no resto do mundo, o sistema único de jogo, com suas normas técnicas e sua setorização e especialização de jogadores de 1 a 5.

Este sistema, nascido e divulgado pela NBA, através sua gigantesca influência universal, dada às carências da equipe em seu comando nas posições onde as grandes equipes mundiais eram fortíssimas, principalmente no jogo armado, cadenciado e coletivo, fez com que mudasse radicalmente a forma de jogar e atuar taticamente de sua equipe.

E a mudança foi radical no sentido formal da constituição de uma equipe americana, principalmente universitária, que é o segmento a que pertence dirigindo a longos anos a Duke University. Simplesmente aboliu os sistemas, as jogadas e as posições de 1 a 5. Convocou jogadores que em suas equipes profissionais eram setorizados nas posições 1, 2 e alguns 3 e 4, e montou uma estrutura em campo formada por jogadores armando fora do perímetro, e outros transitando em velocidade por dentro do mesmo, na maioria das vezes iniciando as ações ofensivas com todos abertos, obrigando os pivôs adversários a tentar acompanhá-los em velocidade e longos deslocamentos afastados da cesta, provocando um verdadeiro caos nos sistemas defensivos, desmontando-os pela imparável força de seus fundamentos irretocáveis, e dos arremessos mais irretocáveis ainda de seu grande jogador, Kevin Durant.

Provou o coach K durante todo o campeonato que, uma equipe proprietária de sólidos fundamentos, ágil, rápida e firmemente atuante na defesa, supera outra mais bem armada e cadenciada, mas sem o domínio completo dos fundamentos do jogo.

A única arma com alguma possibilidade de equilibrar o jogo contra uma equipe com tais características, é a cadenciação proposital e sistemática, tentando não permitir que a velocidade americana se imponha, fazendo valer todo o seu arsenal de fundamentos regiamente praticados. E somente uma equipe o conseguiu em parte, quase vencendo-a, a brasileira, que perdeu o jogo exatamente por não ter a mesma base de fundamentos da mesma, principalmente nos momentos finais da partida.

E ao final da competição, algumas questões se sobrepõem à realidade dos fatos desencadeados pelo grande técnico.

Primeiro, o que poderemos esperar de mudanças técnico táticas depois de assistirmos a pulverização de sistemas complexos, codificados e comandados de fora da quadra por técnicos coercitivos, pela simplificação e sintetização das formas de jogar, através a simplória proposta de jogar única e exclusivamente ao amparo dos fundamentos de defesa e ataque em seu estado puro?

Segundo, ao constatarmos de que a grande farsa setorial e especializada de jogadores, como compartimentos estanques dentro das equipes, originou um basquete voltado à mecanização, quase uma coreografia, que encontra e reflete nas pranchetas sua máxima expressão, frente à simplicidade sofisticada de uma equipe mestra e maestra na pratica e utilização letal dos fundamentos do grande jogo, praticamente revertendo às origens do mesmo?

Terceiro, como reformular conceitos arraigados a princípios técnico táticos que se sobrepõem ao ensino primal dos fundamentos do jogo na base de nossa formação, após exemplo tão significativo dado e apresentado por uma equipe campeã mundial?

Finalmente, como conciliar tão necessárias mudanças no ensino do grande jogo, que são partes integrantes de conceitos didáticos pedagógicos de alguns dos grandes mestres existentes no país, esquecidos e minimizados pela CBB e pela novel ENTB/CBB, trocados pelos que professam padronizações e formatações, firmemente alinhados ao sistema único, agora desmontado e desmistificado pela pequena revolução desencadeada pelo coach K e sua equipe mestra nos fundamentos e de livre criação, campeã mundial?

São todas questões que teremos de equacionar com planejamento, dedicação e extremo bom senso, caso contrário corremos o sério risco de, por mais uma vez, perdermos o bonde da história, com uma diferença, a de que desta vez será definitivo, tendo como um triste começo a palidez cadavérica do outrora sagrado uniforme verde e amarelo de nossas seleções.

Amém.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Estados Unidos são Campeões do Mundo



Os Estados Unidos mantiveram o favoritismo e venceram o Mundial masculino de basquete, batendo a dona da casa, Turquia, na final por 81 a 64. Mais uma vez a equipe americana foi comandada pelo ala Kevin Durant, que marcou 28 pontos e foi decisivo no confronto.

Além dele, Lamar Odom se destacou com 13 pontos e 10 rebotes, um "double-double". Pelo lado turco, o destaque foi o experiente ala Turkoglu, com 16 tentos anotados.

Os americanos haviam conquistado o Mundial pela última vez em 1994, ano em que a competição foi disputada no Canadá, e encerraram um jejum de 16 anos. Esta foi a quarta vez que o país se sagrou campeão do Mundial masculino de basquete.



Apesar de a fanática torcida local tentar empurrar, os turcos não conseguiram dominar as ações em nenhum momento da partida. O primeiro tempo terminou com os americanos vencendo por 42 a 32. Na volta dos vestiários, Durant aumentou a vantagem com duas cestas seguidas de três pontos.

Com a desvantagem no placar, o time turco tentou diminuir o prejuízo com bolas de três pontos, porém não obtiveram sucesso. Para piorar a situação a equipe teve um aproveitamento apenas razoável nos lances livres, com 17 acertos em 27 tentativas. Já os americanos, mais soltos, realizaram belas jogadas no ataque para aumentar ainda mais a diferença e sair com o título da competição.

Com a conquista, os Estados Unidos já estão garantidos na Olimpíada de Londres 2012. E a América "ganha" mais uma vaga para o Pré-Olímpico, que será disputado, na Argentina, em 2011. O Brasil, que estpa fora da competição desde Atlanta 1996, disputará duas vagas com as outras nações do continente.

Fonte, Terra esportes

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sábado, 11 de setembro de 2010

EUA na Final do Mundial da Turquia



Os EUA passaram pela Lituânia, na tarde deste sábado, 11, com o placar de 89 a 74. Os americanos enfrentam os Turcos, donos da casa, na final. Os lituanos jogam com a Sérvia na disputa pelo terceiro lugar.

O ala Kevin Durant que comandou a equipe americana, marcou 38 pontos e teve uma excelente atuação, Lamar Odom também atuou bem, contribuindo com 13 pontos e 10 rebotes. Para os lituanos Javtokas foi o grande destaque com 15 pontos e 9 rebotes. Grande destaque da equipe, o ala Linas Kleiza marcou apenas quatro pontos e foi a grande decepção.

O time europeu começou mal a partida, errando muitos arremessos e passes, os americanos tiraram vantagem disso. Com nove pontos seguidos de Durant e boas roubadas de bola de Iguoadala, os Estados Unidos abriram 23 a 12 no final do primeiro quarto. Que soube controlar o placar da partida.



Em homenagem as vitimas do atentado de 11 de setembro, Kevin Durant usou m tênis com frases em homenagem as quase 3 mil vítimas do ataque terrorista.

"(O 11 de setembro) fez diferença. Eles nos atacaram com força e fizeram a gente nos unir como nação. Jogar e vencer hoje é um privilégio. Estou feliz que decidimos jogar neste dia - levamos esta vitória aos EUA", afirmou o ala-armador americano Kevin Durant logo após a partida.

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Ao Vivo agora, EUA x Lituânia


Assista AO VIVO ao jogo EUA x Lituânia pelo Mundial Masculino de Basquete, clique no link abaixo:

http://bit.ly/bYJD7H
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Seleção volta sem Medalhas, mas no "nível mais alto"



Metade do grupo brasileiro que disputou o Mundial desembarcou no início da noite desta quarta-feira, em Guarulhos, sem medalhas no peito, mas com uma sensação que há tempos não era sentida pelo basquete nacional. A de que a seleção, agora com o argentino Rubén Magnano, está de volta ao patamar principal do basquete.

"Quem conhece basquete, quem vem acompanhando basquete há algum tempo, percebe que o equilíbrio entre as equipes que estão brigando pelo Mundial vem sendo muito grande. A gente se colocou nesse patamar, no nível mais alto do basquete mundial", disse o ala Marcelinho Machado.

"Pelo que apresentamos, com as oportunidades que tivemos, a gente poderia chegar até entre os quatro primeiros colocados", acrescentou o ala/armador Alex, que viu a derrota para a Eslovênia e o consequente cruzamento com a Argentina como uma das razões pela nona posição no torneio.

O desempenho em Istambul foi bastante superior ao de quatro anos atrás, quando o time foi 17º, tendo vencido somente o Catar. Nesta edição, derrotou Irã, Tunísia e Croácia e perdeu para Estados Unidos, Eslovênia e Argentina. Já em 2002, a seleção chegou às quartas de final e ficou na oitava posição.

O consenso entre os jogadores é de que o Brasil apresenta evolução desde a conquista da Copa América de 2009, quando o espanhol Moncho Monsalve ainda era o treinador da equipe. Alguns dos motivos são a consistência da defesa - algo que Magnano prometeu manter assim que chegou - e a característica de partir para cima, independentemente do adversário que estiver em quadra.

"Ele e o Moncho têm estilos parecidos, estilo europeu de cadenciar. Mas eles deram importância para aquilo que a gente faz melhor, o contra-ataque. Houve uma junção legal de trabalho. O que o Magnano nos passa é garra, gana, o espírito vencedor que ele sempre teve na carreira", concluiu Alex.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O JOGO, POSIÇÃO POR POSIÇÃO

Ótima matária postada no blog rebote, vale a pena ler....



Na véspera do confronto entre Brasil e Argentina nas oitavas de final, convido os amigos a dar uma olhada na comparação dos elencos, posição por posição. Imaginando que o Magnano vá de Alex, e que o Hernández vá de Oberto, fiz aqui os seguintes paralelos:


O brasileiro é o líder do Mundial em assistências; o argentino vem logo atrás. A disputa entre os dois vai ser fundamental para ver quem dita o ritmo do jogo dentro da quadra.

Com a responsabilidade de substituir Ginóbili, o ala argentino não chega a brilhar, mas atravessa uma fase melhor que a do adversário, que ainda deve uma grande atuação.

Alex vinha fazendo um torneio ruim, mas cresceu na última partida. Jasen, jogado na equipe titular para substituir Andres Nocioni, vem tendo performances muito discretas.

Aqui está um confronto fundamental. Varejão é ótimo, mas ainda se recupera de sua lesão. Em contrapartida, Scola está voando e é o melhor jogador do Mundial até agora.

Não sei se Oberto sai como titular, mas, se estiver bem, vai jogar mais que González. De uma forma ou de outra, Tiago Splitter leva uma boa vantagem neste confronto de pivôs.

Se Kammerichs não estivesse tão inoperante e Marcelinho não estivesse tão decisivo, a vantagem seria deles. Era um ponto fraco do Brasil, mas vejo aqui um certo equilíbrio.

Magnano é mais técnico e tem resultados melhores, mas Hernández trabalha há mais tempo com esse grupo. Os dois se conhecem e vão para o jogo em pé de igualdade.

É claro que esta é só uma comparação por posições, pode não refletir sequer quem vai marcar quem – acho que Alex pega Delfino, Leandrinho pega Jasen, e Huertas pega Prigioni. Varejão e Splitter devem se revezar com Scola, dependendo da hora do jogo. As comparações dão em empate, mas a fase estupenda de Scola e o bom entrosamento entre o elenco e o treinador dão aos argentinos um leve favoritismo. Concorda? Diga aí.

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domingo, 5 de setembro de 2010

Sérvia e Espanha nas Quartas de Finais do Mundial


A Sérvia garantiu classificação às quartas-de-final do Campeonato Mundial Adulto Masculino – 2010 ao vencer o clássico contra a Croácia, por 73 a 72 (34 a 36 no primeiro tempo), disputado no sábado (04 de setembro), em Istambul, Turquia. Os destaques da partida foram Rasic (15 pontos e 03 assistências) e Krstic (16 pontos e 03 rebotes), pelos sérvios; Popovic (21 pontos, 05 rebotes e 05 assistências) e Ukic (11 pontos, 04 rebotes e 04 assistências), em favor dos croatas.

Já a Espanha também teve um clássico continental pela frente, encarando a Grécia, na reedição da decisão do Mundial de 2006, em duelo disputado na capital turca. O selecionado espanhol venceu por 80 a 72 (37 a 31 no primeiro tempo).

Os principais nomes da partida foram Navarro (22 pontos) e Ruddy Fernandez (14 pontos), pelos espanhóis; Diamantidis (16 pontos e 04 rebotes) e Zisis (16 pontos e 04 rebotes), em favor dos gregos.

As oitavas-de-final seguem neste domingo (05 de setembro) com mais dois confrontos: Eslovênia x Austrália, às 12h00; e Turquia x França, às 15h00, ambos no horário de Brasília.

Fonte, Data Basket.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MEIA DÚZIA DE PALPITES - AS OITAVAS DE FINAL FICAM ASSIM:



Sábado:
12h - Sérvia x Croácia
15h - Espanha x Grécia

Domingo:
12h - Eslovênia x Austrália
15h - Turquia x França

Segunda:
12h - EUA x Angola
15h - Rússia x Nova Zelândia

Terça:
12h - Lituânia x China
15h - Argentina x Brasil



Ainda vamos falar muito sobre Brasil x Argentina nos próximos dias. Mas vale também dar uma olhada nos outros confrontos das oitavas. Tirando o duelo entre espanhóis e gregos, que envolve uma boa rivalidade, todos os outros me parecem ter um favorito destacado. Vai ser difícil pintar zebra por agora.

1) Espanha x Grécia – Apesar dos tropeços, ainda acho que atual campeã passa. A Grécia ainda não convenceu no Mundial, e ainda tem a suspeita de ter relaxado contra a Rússia para evitar o cruzamento com a Espanha. Não adiantou, porque a França perdeu para a Nova Zelândia, e temos aí a reedição da final de 2006 - também sem Gasol.

2) Sérvia x Croácia – É um duelo bacana, mas não acho que a Croácia vai ter muita chance. Os sérvios têm muito mais qualidade e, salvo uma zebra (tipo a da Alemanha na primeira fase), devem ir às quartas sem problemas.

3) Eslovênia x Austrália – Mais um confronto com favorito claro. Apesar de os australianos terem aprontado algumas surpresas na primeira fase, a Eslovênia me parece ter muito mais técnica e força (nós sentimos isso na pele, por sinal).

4) Turquia x França – É difícil saber quando os franceses vão ser geniais e quando vão ser uns bondes. Contra o invicto time da casa, vai ficar complicado para eles.

5) Estados Unidos x Angola – Vai ser um massacre, só isso.

6) Rússia x Nova Zelândia – Mesmo sem brilhar, é inegável que a Rússia tem mais time que os neozelandeses. Vai avançar para fazer o clássico da Guerra Fria nas quartas.

Opa, acabou a meia dúzia, mas ainda falta um confronto. Então vamos ao sétimo:

7) Lituânia x China – Para falar a verdade, nem precisava do sétimo tópico, né. É contra os lituanos que nós vamos medir forças se passarmos pelo desafio da Argentina.

Fonte: blog rebote
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BRASIL FESTEJA CONFIANÇA, FIM DE TABU E TEMPO PARA RECUPERAR VAREJÃO



AFP

Varejão quer aproveitar folga na tabela para se recuperar de lesão no tornozelo


Murilo Garavello
Em Istambul (Turquia)


“Ganhamos de um europeu, hein? Agora tem que botar lá, hein?”. Ao passar pelos jornalistas, a caminho do vestiário, Marcelinho Machado festejava o fim do tabu de nove jogos e oito anos sem vitórias sobre seleções europeias em competições oficiais. Rubén Magnano enaltecia o “alimento à confiança” do triunfo sobre “um rival difícil”. Já Varejão comemorava a folga que terá para tratar o tornozelo. Um dia depois de uma derrota sofrida contra a Eslovênia a seleção brasileira de basquete encontrou motivos de sobra para comemorar.

BRASIL VENCE E ENFRENTA A ARGENTINA

  • Após duas derrotas seguidas, o Brasil conseguiu uma convincente vitória sobre a Croácia por 92 a 74. O resultado rompe um tabu de oito anos sem triunfos sobre europeus em competições da Fiba.Terceira colocada do grupo B, a seleção brasileira terá como adversária nas oitavas a Argentina, que terminou a primeira fase em segundo do grupo A.

“Disse aos jogadores que nós não podemos voltar a perder por pouco”, disse Magnano. “O Brasil precisava de um jogo como esse, contra equipe tão forte, para alimentar a confiança. Essa vitória de hoje nos alimentou a confiança para ir para frente”.

Marcelinho Machado estava claramente aliviado pela vitória sobre uma seleção europeia. “A gente precisava dessa vitória. Várias vezes a gente jogou contra europeu de igual para igual e perdeu. Vamos para próxima fase com moral. Passamos por uma equipe boa”, festejou o ala, que não pôde estar presente ao aniversário do filho Gustavo.

“Só falei com ele pelo vídeo. Estou no meu final de carreira na seleção. Na verdade, estou no meu final de carreira. Mas estou aproveitando cada um desses momentos aqui”, disse o ala, que teve atuação decisiva no segundo quarto, anotando 14 pontos e ajudando o Brasil a abrir vantagem sobre a Croácia –ele terminou como o cestinha brasileiro, com 18.

Leandrinho, por sua vez, não mostrou entusiasmo pela vitória. “A cabeça fica boa. Mas a gente sempre confiou um no outro. A gente sabe do nosso potencial”, disse o ala, que pela primeira vez na competição atuou melhor no segundo do que no primeiro tempo –fez 10 pontos na segunda parte, sete na primeira.

Para Anderson Varejão, a vitória não tem significado especial. “Num campeonato em que você tem jogo todos os dias, ganhando ou perdendo você tem que esquecer”. O pivô, líder em rebotes do Brasil no jogo, com 12, festeja, mesmo, o tempo para recuperar o tornozelo direito ainda machucado. Se tivesse perdido, o Brasil jogaria no sábado, contra a Sérvia. Como venceu, pega a Argentina na terça-feira, às 15h do horário de Brasília.

“Vou poder ter mais três ou quatro dias de tratamento no meu pé. Perco no quesito ritmo de jogo, mas acho que vale a pena”, disse o pivô, que admitiu que “no ataque ainda falta um pouquinho. Errei duas bolinhas ridículas”, apontou –na segunda delas, apanhou o rebote e fez um passe acompanhado de careta de irritação com o erro bobo para Huertas. O banco brasileiro levantou-se e aplaudiu o esforço do pivô.

Marcelinho também lembrou de Varejão ao comemorar o descanso. “É importante que a gente tenha esse tempo para ele estar em um percentual superior neste jogo”.

Além de Varejão, o técnico Magnano comemora também o tempo de descanso para outros jogadores do elenco. “É sumamente importante levando em conta quantos minutos estão jogando nossos jogadores”.


Fonte: uol basquete

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

EM RITMO DE TREINO, EUA VENCEM A TUNÍSIA E SE CLASSIFICAM INVICTOS


Desinteressada, equipe americana cumpre tabela já pensando nas oitavas de final do Mundial da Turquia. Tunisianos pedem autógrafos após o jogo

Por Danielle Rocha Direto de Istambul, Turquia

Fonte: globo.com


Não era preciso fazer muito esforço. Do outro lado estava um adversário que não metia medo e sequer tinha sentido o gosto de uma vitória no Mundial da Turquia. Já se poupando para as oitavas de final, os Estados Unidos cumpriram tabela e fizeram o que se esperava deles. Apesar do susto diante do Brasil, terminaram a fase de grupos com cinco triunfos ao baterem a Tunísia por 92 a 57. Ao fim do jogo, os perdedores viraram tietes e pediram para tirar fotos com os ídolos americanos, que enfrentarão Angola na segunda-feira.

Eric Gordon, com 21 pontos, foi o cestinha da partida. Kevin Durant e Russell Westbrook anotaram 14, cada. Pela Tunísia, o maior pontuador foi Marouan Kechrid, com 15.

 Kevin Durant , mundial de basquete. EUA x TUN Kevin Durant briga pela bola na partida contra a Tunísia (Foto: Reuters)

Em ritmo lento, a equipe americana parecia desinteressada da partida. Depois de sete minutos do primeiro quarto, somente Durant e Chauncey Billups tinham marcado pontos. Os tunisianos olhavam para o placar e gostavam de ver seu time à frente de um dos favoritos ao título. Quatro pontos seguidos de Andre Iguodala serviram para acordar seus companheiros e tomar o comando: 19 a 13.

Já era o suficiente para o técnico Mike Krzyzewski poupar seu quinteto titular e colocar em quadra seus reservas. A diferença subiu para dez pontos e só começou a cair por iniciativa do armador Marouan Kechrid, que terminou o segundo quarto como o maior pontuador do jogo (15) e ajudou seus companheiros a esboçar uma reação (35 a 33). Mas não conseguiram ir para o vestiário na frente: 39 a 33.

No banco do time africano, os sorrisos se abriam a cada vez que um de seus jogadores conseguiam levar a melhor sobre Lamar Odom ou Durant. A jovem estrela americana respondia com uma enterrada, só para exercitar. Lentamente a vantagem subia até chegar aos 17 pontos no fim do terceiro período: 63 a 46.

Poucos momentos foram capazes de despertar o interesse do público. Uma jogada de efeito de Westbrook, um toco de Radhouane Slimane ou uma enterrada de Tyson Chandler. A arquibancada vibrava mais com as apresentações das cheerleaders. E foi assim, em ritmo lento e com erros de ambos os lados, que os Estados Unidos asseguraram a sua quinta vitória.

Eslovênia bate Irã com vitória magra

Já garantida na segunda colocação do grupo B, a Eslovênia conseguiu uma vitória magra sobre o Irã, por 65 a 60. Chegou a abrir 18 pontos no terceiro quarto, mas deixou os rivais reagirem no último período. Goran Dragic, com 18 pontos, foi o cestinha da partida. O esloveno ainda pegou seis rebotes. O time iraniano teve como destaques Hamed Haddadi (15 pontos) e Arsalan Kazemi (14).

O adversário da Eslovênia nas oitavas será a Austrália, terceira colocada do grupo A.
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ESPANHA E GRÉCIA VÃO REEDITAR, NAS OITAVAS, A DECISÃO DO MUNDIAL 2006



Atual campeã toma um susto do Canadá, mas confirma a classificação em segundo. Derrota para a Rússia não deixa gregos escaparem do confronto

Fonte: globo.com


Fran Vazquez comemora vitória da Espanha no Mundial de basquete

O cestinha da partida, Fran Vázquez, comemora a
vitória da Espanha contra o Canadá (Foto: Reuters)

Atual campeã do mundo e convivendo com altos e baixos, a Espanha garantiu nesta quinta-feira sua terceira vitória no Mundial da Turquia. Ainda jogando aquém das expectativas e sofrendo um apagão no segundo quarto, os espanhóis venceram a fraca equipe do Canadá por 89 a 67. Estavam em terceiro no grupo D, mas, no fim do dia, depois de verem a Nova Zelândia derrotar a França, fecharam a fase de classificação em segundo. Com isso, o time terá um teste de fogo nas oitavas, quando enfrentará a Grécia, numa reedição da final do Mundial do Japão, em 2006.

Em Ankara, os gregos entraram em quadra para fazerem o segundo jogo do dia e foram derrotados pela Rússia - 69 a 73. Como os espanhóis, até aquele momento, estavam em terceiro, o duelo seria evitado. Mas tudo mudou quando, no fechamento da rodada do grupo C, a Nova Zelândia bateu a França - 82 a 70 -, empurrando os franceses para a lanterna.

Os cestinhas da partida entre Espanha e Canadá foram Fran Vázquez e Rudy Fernández, ambos com 19 pontos marcados. Do lado canadense, Kelly Olynyk foi o destaque com 14 pontos.

A Espanha começou a partida mostrando sua superioridade em relação aos adversários. Aproveitando a defesa mal posicionada do Canadá, os espanhóis não tiveram problemas para vencer o primeiro quarto em 28/17. Em seguida, no entanto, os canadenses melhoram a marcação e chegaram a diminuir a diferença no placar para dois pontos (34/32). Do outro lado, a Espanha parecia sofrer um apagão, embora ainda tenha ido para o intervalo na frente 42/37.

Depois do susto no segundo quarto, a atual campeã mundial voltou a se encontrar em quadra. Desta vez, os espanhóis fizeram dez pontos a mais que os adversários e fecharam a parcial em 63/48. No quarto final, o ataque canadense caiu ainda mais de rendimento, errando principalmente os arremessos de dois pontos. A Espanha aproveitou para aumentar a vantagem e fechar o jogo em 89/67.

Nesta primeira fase da competição, a Espanha venceu Canadá, Nova Zelândia e Líbano, mas foi derrotada por França e Lituânia. O Canadá perdeu para todos os cinco outros países do grupo (Espanha, Nova Zelândia, Líbano, França e Lituânia).

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RUBÉN MAGNANO: ‘A VITÓRIA ALIMENTA A CONFIANÇA PARA OLHAREM PARA FRENTE’



Técnico já pensa no duelo das oitavas de final, contra o país onde nasceu

Por Danielle Rocha Direto de Istambul, Turquia
Fonte: globo.com

Durante os 40 minutos de partida contra a Croácia, Rubén Magnano jogou junto. Atravessou a linha lateral algumas vezes para poder ver e orientar melhor seus atletas. Gritou, cantou jogadas na defesa e no ataque. Exigiu seriedade até o fim, mesmo quando a diferença já rodava na casa dos 20 pontos. Já parecia pensar na Argentina e sabia que a seleção precisava de uma atuação firme, de uma vitória inconstestável sobre um adversário forte, para acreditar que pode ir longe no Mundial da Turquia.

- A vitória sobre a Croácia alimentou a confiança para olharem para frente. Falo com eles que precisam ter objetivos altos e não medianos. O Brasil precisava de um jogo como este, contra uma equipe cheia de história, para alimentar a confiança – afirmou o treinador.

A confiança ficou abalada depois que a vitória sobre os Estados Unidos escorreu por entre os dedos, no fim da partida, que acabou sendo vencida por Kevin Durant & Cia por apenas dois pontos. Contra Eslovênia, perdia por 17 pontos, teve força para encostar no placar, mas de novo não teve calma para virar e ganhar.

- Nós não podemos nos acostumar a perder de pouco. Temos que voltar a ganhar jogos difíceis como esse.

Na terça-feira, terá outro. E dos bons, contra a Argentina, seleção do país onde ele nasceu e cuja geração mais vitoriosa ele ajudou a formar.

- Vai ser um fato curioso na minha vida esportiva porque, há alguns meses, era completamente impensável jogar contra a Argentina, já que eu ainda não era o técnico do Brasil. Conheço todos muito bem. Eles têm talento e qualidade individual e é difícil saber onde o Scola vai estar – diz o treinador, referindo-se ao pivô, que vem sendo o melhor jogador do Mundial até agora.
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BRASIL VENCE E MARCA O DUELO COM A ARGENTINA NO DIA DA INDEPENDÊNCIA


Seleção vence a Croácia com autoridade e ganha quatro dias de descanso antes de enfrentar os hermanos na terça-feira, na fase de oitavas de final

Por Danielle Rocha Direto de Istambul, Turquia

Fonte: globo.com


Marcelinho Machado, Mundial de basquete. Brasil X Croácia

Marcelinho foi o cestinha do Brasil (Foto: Reuters)

Desta vez, o Brasil deixou a montanha-russa passar e não embarcou nela. O máximo de altos e baixos que a equipe permitiu foi um 7 a 0 para abrir o jogo e um 0-8 na sequência. Dali em diante, dominou a Croácia de forma exemplar, venceu com autoridade por 92 a 74 e, como prêmio, ganhou quatro dias de descanso antes das oitavas de final. É bom descansar mesmo, porque o adversário de terça-feira será a arquirrival Argentina, com o pivô Luis Scola voando. Em pleno feriado do Dia da Independência, a seleção brasileira joga seu futuro no Mundial de Basquete.

Com a vitória desta quinta, o Brasil ficou em terceiro lugar no grupo B e jogou a Croácia para quarto, deixando os europeus no jogo de sábado, contra a Sérvia, com apenas um dia de folga. Os EUA, em primeiro, pegam Angola, e a Eslovênia, vice-líder, pega a Austrália.

O técnico argentino Rubén Magnano tem agora a missão de enfrentar seu país nas oitavas. Na fase de amistosos, ele perdeu. Desta vez, a vitória vale muito mais. Se ganhar o duelo, o Brasil enfrenta o vencedor de Lituânia x China. Nas semifinais, pode cruzar de novo com os Estados Unidos, que enfrentam Angola nas oitavas e o vencedor de Rússia x Nova Zelândia nas quartas.

- Hoje a gente não deu a mínima chance para eles. Marcamos forte na defesa, não demos espaço e isso foi chave para abrir a vantagem e depois administrar o resultado - afirmou Huertas.

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Alex e Splitter sobem para disputar a bola na partida desta quinta, contra a Croácia (Foto: Agência Reuters)

Após a decepção da derrota para os eslovenos na véspera, a seleção brasileira entrou determinada a garantir o resultado, sem essa de escolher adversário na próxima fase. Os destaques do time foram os dois craques do NBB: Marcelinho, com 18 pontos, e Alex, com 15. Com direito ao presidente da liga, Kouros Monadjemi, na arquibancada, os dois foram fundamentais para abrir uma vantagem segura no placar. Leandrinho fez 17, e Anderson Varejão contribuiu com 12 rebotes.

Com a mira torta, os croatas não encontraram resposta para o ataque brasileiro. A batalha dos rebotes também foi desigual: 39 a 28. O cestinha da equipe europeia foi Popovic, com 15 pontos.

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Leandrinho parte para cima dos croatas: o ala fez
17 pontos na partida (Foto: agência Reuters)

Equilíbrio, só no início

Com pouco mais de dois minutos de jogo, o técnico Josip Vrankovic se viu obrigado a queimar um pedido de tempo. Um Brasil mordido, precisando vencer para recuperar a autoestima e ganhar quatro dias de descanso, fez 7 a 0. Depois da chamada e do susto, o adversário colocou a cabeça no lugar, emplacou oito pontos seguidos e roubou a liderança no marcador. Permaneceu com ela por menos de um minuto, quando Alex se apresentou e mostrou que a mão estava boa da linha dos três. Comandada por ele, a seleção respirou e só deixou os croatas incomodarem de novo no finzinho do primeiro quarto: 22 a 19.

Nada que outro arremesso longo de Alex não pudesse resolver. A vontade era tanta que, no ímpeto de recuperar uma bola, ele acabou se chocando com Marcelo Huertas e deixou o armador no chão. Foi a senha para Magnano colocar Nezinho em quadra, preocupado com o pé direito de seu capitão. Alarme falso. A essa altura, o outro Marcelinho da equipe tratava de tornar a caminhada mais tranquila. Machado era o nome repetido com mais frequência pelo locutor. Anotou 14 dos 26 pontos da seleção no período e desestabilizou a defesa croata. Lá na frente, o time europeu também não se acertava. Só no primeiro tempo chutou 17 vezes do perímetro e teve sucesso em apenas seis. Desperdiçava bandejas e lances livres. Via o Brasil jogar. E perdia por 48 a 35.

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Com as cheerleaders ao fundo, Varejão observa o jogo contra os croatas nesta quinta (Foto: Reuters)

Seguiu assim. Para Magnano, não importava se o adversário já tinha se rendido. Ele seguia em pé, à frente do banco brasileiro, jogando junto. Cantava o posicionamento defensivo e exigia empenho no ataque. Comemorava uma cesta de Alex, num contra-ataque mortal. A Croácia ficou mais de quatro minutos sem pontuar e deixou a porta aberta em seu garrafão. Apesar da facilidade, o ritmo se mantinha. A seriedade também. Varejão, quando perdia uma cesta, se cobrava por isso. Com esse espírito, Brasil 72 a 50 na virada para o último quarto.

Já pensando no confronto com a Argentina, Magnano aproveitou o último quarto para dar descanso a seus titulares e rodagem aos reservas. Chamava Marcelinho para uma orientação ao pé do ouvido, sinalizava a posição onde Nezinho deveria estar e andava de um lado para o outro. Com o banco calado, Popovic fazia a sua parte para diminuir o prejuízo e perder de menos. Já era tarde, com a vitória brasileira garantida.

BRASIL: Huertas (7 pontos), Leandrinho (17), Alex (15), Varejão (2 + 12 rebotes), Splitter (6), Marcelinho Machado (18), Nezinho (0), Murilo (7), Guilherme Giovannoni (12), JP Batista (6), Marquinhos (2).

CROÁCIA: Popovic (15), Loncar (12), Andric (11), Bogdanovic (10), Ukic (4), Kus (4), Tomas (9), Planinic (3), Tomic (2), Banic (4).

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